Este Blog retratará o descaso com a Defesa Civil no Brasil; a falta de políticas específicas; o sucateamento dos Corpos de Bombeiros; os salários baixos; a legislação ambiental benevolente; a negligência na fiscalização; os desvios de donativos e recursos; os saques; a corrupção; a improbidade; o crime organizado e a inoperância dos instrumentos de prevenção, controle e contenção. Resta o sofrimento das comunidades atingidas, a solidariedade consciente e o heroísmo daqueles que arriscam a vida e suportam salários miseráveis e péssimas condições de trabalho no enfrentamento das calamidades e sinistros que assolam o povo brasileiro.

domingo, 5 de junho de 2011

SALÁRIOS - GOVERNADOR DIZ QUE BOMBEIROS FIZERAM CRIANÇAS DE ESCUDO HUMANO


Cabral diz que bombeiros fizeram crianças de escudo humano. Em nota, governador volta a atacar manifestantes que invadiram quartel no Rio - 05 de junho de 2011 | 18h 19 - Marília Lopes - O DIA 05/06/2011

O governador do Rio, Sérgio Cabral, voltou a criticar o protesto dos bombeiros que invadiram o Quartel Central da capital fluminense na noite de sexta-feira. Em nota divulgada pela sua assessoria neste domingo, 5, Cabral afirma, que "bombeiros que honram a sua farda jamais levariam crianças como escudos humanos inocentes a um ato contra a ordem pública como este, iniciado com uma invasão".

O governador diz ainda que os bombeiros que participaram do protesto levaram "crianças junto a marretas" e que é "incomensurável a gravidade de unir armas a crianças". Cabral ressalta que "ninguém planeja levar marretas para 'manifestações pacíficas'". Ele destaca que "invasão, por si só, já é um confronto. Com marretas, é planejar uma possível batalha.Com crianças, é um crime.

Na nota divulgada no final da tarde deste domingo, Cabral tenta relativizar a dimensão do protesto. Ele destaca que o "Estado do Rio de Janeiro tem 17 mil bombeiros que orgulham o governo e a população".

Cabral classifica a invasão como "um gesto de imensa irresponsabilidade" de um grupo de manifestantes. "A imprudência dessas pessoas com seres inocentes, com a ordem pública, e com as suas próprias regras hierárquicas deve e está sendo punida", afirma.

O governador ressalva que parte do manifestantes aderiu ao movimento inconscientemente e induzida pelos líderes do grupo. E que 439 bombeiros foram presos pela invasão. Cabral finaliza a nota afirmando que "milhares de bombeiros, que orgulham o nosso estado e são leais à premissa do salvamento, têm e merecem do Governo do Rio de Janeiro o diálogo".

QG DO CORPO DE BOMBEIROS - UM SANTUÁRIO DA CORPORAÇÃO


'O quartel do Comando Central é um santuário da corporação', diz novo comandante do Corpo de Bombeiros - 04/06/2011 às 22h22m - O Globo

RIO - O novo comandante do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Sérgio Simões, nomeado no sábado após a exoneração do coronel Pedro Marcos Machado durante a crise provocada pela invasão do quartel-general da corporação por centenas de militares que exigiam melhores salários, disse que a principal preocupação é normalizar o atendimento à população.

- É o momento de tomar pé das coisas e tranquilizar a cidade - disse Simões. - Digo aos bombeiros que temos uma responsabilidade com a população. O que aconteceu nos agride - acrescentou o oficial, que foi coordenador de planejamento de segurança do Corpo de Bombeiros para o Pan de 2007.

Simões também criticou a postura dos colegas manifestantes:

- O quartel do Comando Central é um santuário da corporação. A invasão é inaceitável e imperdoável.

Segundo o promotor militar Leonardo Cunha, que acompanha o caso, os 439 presos responderão por três crimes: motim (de 4 a 8 anos de prisão), dano (de 1 a 6 anos) e impedimento ao socorro (3 a 6 anos), de acordo com o Código Penal Militar.

Enquanto Simões garante que a normalidade será mantida, bombeiros dizem que só estão atendendo a casos de emergência extrema. Segunda-feira, os militares vão estar nos quartéis, mesmo os que estão de folga, como forma de protestar.

A DISPARIDADE SALARIAL FOMENTANDO CONFLITOS ENTRE IRMÃOS


O protesto dos bombeiros do Rio de Janeiro tem origem nos salários miseráveis que recebem e nas más condições de trabalho oferecidas, o mesmo indicador que mobiliza outras manifestações nos demais Estados da federação.

Em todos os Estados, as polícias e os bombeiros pedem socorro ante o descaso dos Governantes e da União tendo em vista as proximidades de um Copa do Mundo e de uma Olimpíada quando os olhos do mundo se voltam para o Brasil.

No caso do Rio, não posso concordar com a escolha do Quartel General do Corpo de Bombeiros para o protesto, com impedimento da saída das viaturas de socorro, pressão contra colegas, ações de violência e vandalismo, se é ocorreram. Mas infelizmente, esta decisão errada levou um protesto pacífico a um conflito não desejado e vergonhoso.

Hoje, a realidade mostra que os Comandos da PM e dos Bombeiros, que lá no Rio são forças militares estaduais independentes, não têm mais gerenciamento efetivo nas políticas salariais impostas pelos governantes. Portanto, é inoportuno e improdutivo apelar para eles a melhoria dos salários, já que esta é formulada e aplicada pelo Governador e aprovada em plenário pela Assembléia Legislativa, e estes dois Poderes tratam diretamente com as categorias envolvidas só ouvindo os Comandos quando desejarem. Aqui no RS esta postura é muito evidente.

É lamentável este conflito tenha colocado em lados opostos bombeiros militares e policiais militares, e estes tenham que se degladiar por uma situação de miséria e insegurança financeira e funcional vivida por todos os militares estaduais. Irmãos contra irmãos, todos descontentes, conscientes dos problemas e passando pelas mesmas necessidades lutando pela mesma causa em lado oposto - um protestando e outro cumprindo o dever.

Porém, num outro lado, pessoas que deveriam governar e se preocupar com as condições de trabalho, com a segurança e com a saúde financeira de seus agentes públicos, agem com descaso; aumentam seus próprios salários; criam cargos comissionados; prometem nas campanhas mas não cumprem no mandato; e negligenciam setores vitais que deveriam garantir direitos ao cidadão.

Já está ultrapassada a idéia de que o regime militar estadual impede mobilizações, manifestações, críticas e protestos, pois, nestes últimos anos, vem ocorrendo uma profunda transformação no sentimento de cidadania dos servidores militares estaduais, devido aos maus exemplos vindos dos membros dos três Poderes, à constante depreciação dos seus valores pelos governantes, do desrespeito aos seus princípios mais elementares, à falta de reconhecimento pela sua dedicação, à desvalorização dos riscos de morte que enfrentam, ao desprezo de sua segurança funcional e financeira, e às tentativas de manipulação das instituições policiais e de bombeiros militares estaduais criando militantes políticos e conflito de classes.

Espero que, no caso do Rio, saia uma solução negociada e pacífica para que este conflito e suas consequências, e que novas lágrimas apareçam só para saudar o resgate da dignidade e reconhecimento de uma profissão essencial para a defesa e proteção do cidadão, sem esquecer que, nos outros Estados de federação, um pavio idêntico já está aceso.

SALÁRIOS - CONFRONTO ENTRE BOPE E BOMBEIROS

BOMBEIROS INVADEM QG DO CORPO DE BOMBEIROS DO RIO DE JANEIRO PARA PROTESTAR POR SALÁRIOS JUSTOS E MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO.



O BOPE ENTRA EM AÇÃO PARA DESOCUPAR



fonte: R7



fonte: http://www.youtube.com/watch?v=4ieom32DDws

SALARIOS - CMT É EXONERADO E BOMBEIROS DO RIO SE AQUARTELAM


Crise. Bombeiros do Rio decidem ficar aquartelados e diminuir efetivo nas praias - 05/06/2011 às 11h03m - O Globo

RIO - Os bombeiros do Rio decidiram que, a partir deste domingo, vão ficar aquartelados e só vão sair das unidades em todo o estado para atender casos extraordinários que representem risco de vida à população. Segundo o comando do movimento, só serão feitos atendimentos a vítimas de armas de fogo, mal súbito e colisões com vítimas, além de incêndios de grandes proporções. Nas praias, o efetivo de guarda-vidas será reduzido e a orientação é que todos trabalham descaracterizados, ou seja, sem uniforme.

Na manhã deste domingo cerca de 300 bombeiros dão continuidade aos protestos por melhores salários nas escadarias da Alerj. Os manifestantes planejam seguir em passeata até a Zona Sul. Quatro carros do Batalhão de Choque estão posicionados em frente a Alerj.

O senador Lindberg Farias (PT) esteve agora há pouco nas escadarias da Alerj, para prestar apoio à manifestação, parabenizou os bombeirtos pela luta e se colocou como mediador entre os grevistas e o governo do estado. Muito aplaudido, Lindberg se comprometeu a ligar para o governador Sérgio Cabral para tentar evitar o que chamou de "caminho do radicalismo" e resssaltou que "a prisão dos bombeiros foi um equívoco". Ele seguiu para São Gonçalo, a fim de visitar os bombeiros presos e saber em que condições eles estão. "Há denúncias de esposas de bombeiros que alguns grupos passarama a noite em ônibus".

O novo comandante do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Sérgio Simões, nomeado no sábado após a exoneração do coronel Pedro Marcos Machado, durante a crise provocada pela invasão do quartel-general da corporação por manifestantes, disse ontem que a principal preocupação é normalizar o atendimento à população.

- É o momento de tomar pé das coisas e tranquilizar a cidade - disse Simões. - Digo aos bombeiros que temos uma responsabilidade com a população. O que aconteceu nos agride - acrescentou o oficial, que foi coordenador de planejamento de segurança do Corpo de Bombeiros para o Pan de 2007.

Simões também criticou a postura dos colegas manifestantes: - O quartel do Comando Central é um santuário da corporação. A invasão é inaceitável e imperdoável.

Segundo o promotor militar Leonardo Cunha, que acompanha o caso, os 439 presos responderão por três crimes: motim (de 4 a 8 anos de prisão), dano (de 1 a 6 anos) e impedimento ao socorro (3 a 6 anos), de acordo com o Código Penal Militar.
Enquanto Simões garante que a normalidade será mantida, bombeiros dizem que só estão atendendo a casos de emergência extrema. Segunda-feira, os militares vão estar nos quartéis, mesmo os que estão de folga, como forma de protestar.


Governador exonera comandante-geral do Corpo de Bombeiros - 04/06/2011 às 13h33m - O GLOBO

O governador Sérgio Cabral anunciou no início da tarde deste sábado a exoneração do comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Marcos Machado. Cabral declarou que nada justifica a ação dos bombeiros e os chamou de vândalos e irresponsáveis.
- A polícia teve cautela enorme em todo o processo, diante de um quadro dantesco, jamais visto na instituição. Eu não negocio com vândalos - disse o governador.

A Polícia Militar informou que 439 bombeiros foram presos após o protesto iniciado na noite desta sexta-feira com a invasão da sede do Quartel Central. Parte deles ficará detida na Corregedoria da PM, em São Gonçalo. Por falta de espaço, os demais devem ser levados para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica. Todos eles serão identificados na corregedoria.

No fim da manhã, o Comando Geral do Corpo de Bombeiros esclareceu, por meio de nota, "que a rotina de atendimento à população está mantida" apesar do ocorrido na manhã deste sábado. De acordo com a nota, "postos de salvamentos dos Grupamentos Marítimos, assim como quartéis, unidades de atendimento de urgências e emergências (SAMU/GSE) e serviços de socorro (combate a incêndios, salvamentos e desabamentos, etc) estão operando normalmente". Ainda segundo a nota, "os substitutos dos bombeiros detidos pela Polícia Militar já assumiram seus postos desde o inicio da manhã na troca normal de plantões".

sábado, 4 de junho de 2011

BOMBEIROS - PROTESTO POR SALÁRIOS É REPRIMIDO COM INVASÃO, BOMBAS E PRISÕES


PM invade quartel do Corpo de Bombeiros para reprimir manifestantes em protesto por salários - O GLOBO, O4/06/2011 às 11h07m; Athos Moura, Paulo Roberto Araújo e Simone Cândida


RIO - O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) invadiu pouco antes das 7h deste sábado o QG do Corpo de Bombeiros, que estava há cerca de 13 horas ocupado por militares da corporação em protesto por melhores salários.

Os PMs explodiram o portão dos fundos do quartel, na rua do Senado, deram tiros de efeito moral e jogaram bombas de gás lacrimogênio que atingiram os manifestantes e jornalistas dentro quartel e na rua. Pessoas saíram sangrando e a situação é muito tensa no local.

Houve barulho de tiros de fuzil que, segundo os bombeiros, foram tiros dados para o alto. Três dos líderes do movimento foram presos e encaminhados para o Batalhão de Choque. Alguns bombeiros saíram feridos do quartel com marcas de tiros de balas de efeito moral.

Segundo os manifestantes que ocuparam o QG do Corpo de Bombeiros, cinco crianças saíram feridas devido ao gás lacrimogênio e estão sendo medicadas no Hospital Souza Aguiar. Uma das crianças pediu aos policiais que parassem de jogar o "gás maldito".
Ainda segundo eles, há feridos dentro do quartel.

Mas o secretário Municipal de Saúde, Hans Dohmann, afirmou que somente uma criança, que inalou fumaça, foi atendida no Hospital Souza Aguiar. Ainda de acordo com o secretário, por volta das 6h30 da manhã, um grupo de mulheres com cerca de 5 crianças chegou a procurar a emergência do hospital, mas as crianças não estavam feridas, apenas nervosas, e foram embora. De acordo com o secretário, até agora não houve nenhum outro registro de atendimento relacionado a este caso na rede municipal de saúde.

Os manifestantes se queixaram da violência usada pela PM para dissolver a manifestação na manhã deste sábado e informaram que 12 manifestantes foram presos e estão sendo levados para o Batalhão de Choque. O protesto deve seguir daqui a pouco para uma nova manifestação na porta da Alerj.

No momento, policiais do Bope, do Batalhão de Choque e da cavalaria estão no local. As ruas no entorno do QG estão bloqueadas e a Praça da República está cercada por PMs. Manifestantes que protestavam junto à grade em frente ao QG dos Bombeiros, dentro do Passeio Público, estão sendo dispersados por policiais da cavalaria da PM.
No momento seis micro-ônibus com bombeiros presos estão saindo de dentro do quartel para o Batalhão de Choque.

O governador Sérgio Cabral reúne-se com equipe de seu Governo nesta manhã, no Palácio Guanabara (prédio anexo), onde, em seguida, por volta das 8h30, deve acontecer uma entrevista coletiva.

PROTESTO DE BOMBEIROS COM INVASÃO DE QG, BOMBAS E PRISÕES


Bombeiros presos começam a ser levados para Corregedoria da PM em Niterói - O DIA, 04/06/2011

Rio - Os manifestantes que ocuparam o Corpo de Bombeiros na noite de sexta-feira para sábado já começaram a ser levados para a sede da Corregedoria da Polícia Militar em Niterói. Um primeiro ônibus com os detidos já foi saiu do Batalhão de Choque, no Centro do Rio. Outros ônibus já estão no local.

Muitos familiares e bombeiros que não foram presos estão na frente do Batalhão protestando contra o ocorrido.

O governador Sérgio Cabral está reunido com secretários e em breve dará uma entrevista coletiva em relação à posição do Governo do Estado sobre os revoltosos.

O Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) invadiu, por volta das 6h deste sábado, o quartel do Comando-Geral dos Bombeiros, na Praça da República, Centro do Rio. O local está ocupado desde a noite de sexta-feira por dezenas que manifestantes que reivindicavam aumento salarial, vale-transporte e melhores condições de trabalho. Para entrar no local, a PM usou bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo. Pouco antes, foram ouvidos barulho de disparos de armas de fogo vindos do interior do quartel.

A Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil informou em nota na noite de sexta que os manifestantes serão presos por "invadir órgão público, agredir um coronel e desrespeitar o regulamento de conduta dos militares".

Por volta das 8h, o Bope anunciou a prisão de alguns revoltosos.

Entenda o caso

Trezentos bombeiros que protestavam por melhores salários e condições de trabalho invadiram o Quartel-Central da corporação, na Praça da República, sexta-feira à noite. Eles penduraram faixas de protesto nos veículos de combate a incêndio, impedindo os que estavam de serviço de sair para trabalhar. Manifestantes agrediram o comandante do Batalhão de Choque, coronel Waldir Soares Filho, que foi ferido na perna.

“Agora a briga é com a PM”, avisou o comandante-geral, Mário Sérgio Duarte, ao saber da agressão. Ele foi ao pátio da corporação com colete a prova de balas e bloqueou com carro a saída do QG. Por volta das 22h, alertou que todos seriam presos se não deixassem o quartel. Mário Sérgio prendeu o ex-corregedor da PM coronel Paulo Ricardo Paul, que apoiava o protesto. O secretário de Saúde e Defesa Civil do estado, Sérgio Côrtes, decidiu antecipar para hoje a volta dos EUA ao Rio.

Mulheres como escudo

PMs do Batalhão de Choque, do 3º BPM (Tiradentes) e a cavalo cercaram o prédio. Quase 2 mil ficaram do lado de fora gritando palavras de ordem com ajuda de carro de som. Na tentativa de evitar que as tropas usassem a força para dispersá-los, manifestantes atravessaram um caminhão da corporação entre o pátio e o portão e montaram cordão de isolamento com mulheres.

Às 19h30, os bombeiros forçaram o portão, se sentaram no pátio e avisaram que só sairiam após negociar com o governador Sérgio Cabral, o vice, Luiz Fernando Pezão, ou o comandante-geral dos bombeiros, coronel Pedro Machado. Mas, por volta das 22h10, dezenas de manifestantes começaram a deixar o quartel.

Guarda-vidas querem R$ 2 mil

Os protestos de guarda-vidas começaram no mês passado, com greve que durou 17 dias e levou cinco militares à prisão. A paralisação acabou sendo revogada pela Justiça.

Eles voltaram às ruas com apitaço e fogos de artifício. À tarde, pelo menos três mil protestaram na escadaria da Assembleia Legislativa (Alerj).

Um dos líderes do movimento, cabo Benevenuto Daciolo, explicou que eles voltaram às ruas porque até agora não teriam recebido contraproposta do estado sobre a reivindicação de aumento do piso mínimo para R$ 2 mil. Segundo ele, os guarda-vidas recebem cerca de R$ 950.


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COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Não concordo com o local da manifestação. A realidade do momento mostra que os Comandos da PM e dos Bombeiros, que lá no Rio são forças militares estaduais independentes, não têm mais gerenciamento efetivo nas políticas salariais impostas pelos governantes. Portanto, é inoportuno e improdutivo apelar para eles uma melhor política salarial já que esta é formulada e aplicada pelo Governador e aprovada em plenário pela Assembléia Legislativa, e estes dois Poderes tratam diretamente com as categorias envolvidas só ouvindo os Comandos quando desejarem. Aqui no RS esta postura é muito evidente.