ZERO HORA 21 de setembro de 2012 | N° 17199
EDITORIAL
Em situação de emergência devido aos temporais com chuva de granizo que atingiram o Estado na última quarta-feira, mais de uma dezena de municípios gaúchos está na dependência da solidariedade, mas também de ações efetivas dos poderes públicos para atenuar as carências dos desabrigados. Nesse sentido, age corretamente o governador ao visitar as áreas atingidas e mostrar que o governo não se omitirá diante das dificuldades. A presença do senhor Tarso Genro não pode, no entanto, traduzir-se apenas em ações emergenciais, como geralmente ocorre nesses momentos.
Historicamente – e essa não é uma particularidade gaúcha –, Estado, prefeituras e comunidades são mobilizados após situações como as registradas atualmente e acionam-se mutirões que põem à prova a capacidade de fazer prevalecer, nas emergências, o interesse coletivo. Infelizmente, muitas dessas ações esgotam seus efeitos em pouco tempo, porque se restringem ao que se apresenta como mais urgente. Vencida a etapa do socorro, governos de todos os níveis ignoram as providências que poderiam evitar ou amenizar as consequências dos temporais e das cheias.
A falta de efetividade de iniciativas mais duradouras é que permite a manutenção de famílias em áreas de risco, as deficiências estruturais das áreas urbanas para enfrentar os danos das enxurradas e outras limitações históricas dos municípios no enfrentamento de situações que se repetem anualmente. Comunidades de áreas mais vulneráveis esperam resultados imediatos do propalado esforço que o Estado vem fazendo em Brasília para a liberação de verbas federais destinadas à prevenção. A acomodação não pode ser mantida como a marca da gestão pública depois de superado o impacto das chuvaradas.
Este Blog retratará o descaso com a Defesa Civil no Brasil; a falta de políticas específicas; o sucateamento dos Corpos de Bombeiros; os salários baixos; a legislação ambiental benevolente; a negligência na fiscalização; os desvios de donativos e recursos; os saques; a corrupção; a improbidade; o crime organizado e a inoperância dos instrumentos de prevenção, controle e contenção. Resta o sofrimento das comunidades atingidas, a solidariedade consciente e o heroísmo daqueles que arriscam a vida e suportam salários miseráveis e péssimas condições de trabalho no enfrentamento das calamidades e sinistros que assolam o povo brasileiro.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
sábado, 25 de agosto de 2012
PLANO DE AÇÃO CLIMÁTICA ENVOLVE MORADORES
FONTE: http://richmondconfidential.org

Moradores compartilhar opiniões sobre como reduzir as emissões de gases de efeito estufa através do condado plano de acção
Por Tyler OrsburnPosted 13 de julho de 2012 10:28
O morador Richmond Cordell Hindler já está tomando banhos mais curtos e desligar as luzes. Ele disse que está cansado de ver sua contas de água e aquecimento disparar através do telhado. "Eu moro em uma casa onde tudo não é até à data", disse sobre Hindler luminárias seu fogão, aquecedor e luz. "Minhas contas estão ficando fora de controle. Estou aqui tentando aprender como manter minhas contas de utilidade para baixo. "
Cerca de uma dúzia de padeiro de moradores como Hindler participaram do Condado de Contra Costa Plano de Ação Climática Open House na noite de quinta-feira. O evento, realizado na cidade de Richmond Conselho Chambers, deu residentes do condado a oportunidade de fornecer informações sobre o que eles acreditam que seriam as melhores medidas para peças sem personalidade jurídica do município para aumentar a eficiência energética e reduzir os gases de efeito estufa.
Gases de efeito estufa são bombeados para a atmosfera da Terra por processos industriais e do consumo de combustíveis fósseis, prendendo a radiação infravermelha, ou calor, que normalmente fluem para o espaço. O resultado deste processo é conhecido como o aquecimento global.
Nem todo mundo estava de acordo com o evento da noite. Um grupo de jornalistas independentes e afiliadas com o Tea Party registrado si gritando que o plano de acção foi uma brincadeira e uma forma de dificultar e aumentar os impostos sobre os proprietários. (Foto por Tyler Orsburn)
Patrick Roche, planejador principal com o Contra Costa County Departamento de Conservação e Desenvolvimento de Comunidade, disse que sugestões da casa aberta influenciaria a forma como o município faz política ou alterações de código de zoneamento para peças sem personalidade jurídica do município.
O plano do condado de ação climática está sendo formulado por PMC, de Oakland. PMC é uma empresa de consultoria que oferece consultoria de planejamento ambiental e urbano para órgãos públicos. Eles estão trabalhando em conjunto com a comunidade para criar um documento em evolução, que será lançado em uma data posterior.
O plano de ação climática está sendo criada em resposta a Assembléia da Califórnia Bill 32, que passou o legislador estadual em 2006 e foi assinado pelo então governador Arnold Schwarzenegger. O projeto de lei fixou o prazo de 31 de dezembro de 2020, para o Estado para alcançar um limite de emissões de efeito estufa.
Roche disse que os planos de ação do clima não são necessárias na lei estadual e que o esforço de Contra Costa County é financiado por uma concessão federal. "Todas as jurisdições têm algum nível de responsabilidade de lidar com as ameaças potenciais do aquecimento global", disse ele.
Resultados de entrada da comunidade e da forma final do plano será publicado esta queda e disponível para análise e comentários do público, a Roche disse.
Após uma introdução pelo Supervisor John Gioia, moradores perambulavam o conselho da cidade de câmara e preenchido levantamentos ambientais colados nas paredes. Tópicos variou de eficiência energética para a saúde pública e manejo de resíduos sólidos. Consultores ficou por cada questionário e respondia as preocupações dos moradores.
Scott Davidson, gerente de projeto da PMC, disse que o que eles estão procurando durante a casa aberta é feedback sobre o que poderia motivar as pessoas a apoiar o plano de ação. "Nós estamos esperando para ter uma idéia de qual destas medidas parece fazer mais sentido para a comunidade e, mais importante, para entender o porquê", disse ele. "Nós estamos olhando para descobrir onde pode haver oportunidades de ter uma sobreposição de benefícios, se ele vai guardar o dinheiro município ou se vai melhorar a saúde. Vamos prestar mais atenção a essas medidas. "
Dr. Henry Clark, diretor da Coalizão Oeste de Tóxicos County, participou da casa aberta. Clark disse que acredita que a mudança climática é real e que a tentativa do município para retardá-lo é um bom esforço. Sua preocupação é justiça ambiental para as comunidades já recebe uma mão ruim. "Seja qual for o município vem com, eles precisam ter certeza de que não há aumento negativo sobre o impacto desproporcional muitas de nossas comunidades já experiência", disse ele sobre as áreas não registadas do concelho. "Caso contrário, o seu plano de ação climática não seria consistente com o espírito da lei ou consistente com qualquer espírito de justiça ambiental".
Christy Leffall, de Oakland, vendeu seu carro quando ela se mudou para a área da baía. Ela disse que está tentando reduzir os gases de efeito estufa por viver uma vida mais local. Ela frequentou a casa clima plano de ação aberto para saber se a comunidade tem a autoridade para pedir ao governo para fornecer informações sobre os níveis de emissões de refinarias locais, como a Chevron. "Pelo que eu posso ver na placa não é muito claro, então eu tenho mais perguntas que eu quero respondidas em torno disso", disse ela.
Um participante Richmond que não quis ser identificado disse que ele sentiu a mudança climática só vai piorar e só Deus pode corrigi-lo. "É muito longe", disse ele sobre os erros ambientais do passado. "Os políticos queriam controlar o universo e tudo o mais. Os Estados Unidos não têm nenhuma [ambiental] plano-políticos queriam as pessoas a pagar por tudo o que o Estados Unidos usaram. "
Moradores compartilhar opiniões sobre como reduzir as emissões de gases de efeito estufa através do condado plano de acção
Por Tyler OrsburnPosted 13 de julho de 2012 10:28
O morador Richmond Cordell Hindler já está tomando banhos mais curtos e desligar as luzes. Ele disse que está cansado de ver sua contas de água e aquecimento disparar através do telhado. "Eu moro em uma casa onde tudo não é até à data", disse sobre Hindler luminárias seu fogão, aquecedor e luz. "Minhas contas estão ficando fora de controle. Estou aqui tentando aprender como manter minhas contas de utilidade para baixo. "
Cerca de uma dúzia de padeiro de moradores como Hindler participaram do Condado de Contra Costa Plano de Ação Climática Open House na noite de quinta-feira. O evento, realizado na cidade de Richmond Conselho Chambers, deu residentes do condado a oportunidade de fornecer informações sobre o que eles acreditam que seriam as melhores medidas para peças sem personalidade jurídica do município para aumentar a eficiência energética e reduzir os gases de efeito estufa.
Gases de efeito estufa são bombeados para a atmosfera da Terra por processos industriais e do consumo de combustíveis fósseis, prendendo a radiação infravermelha, ou calor, que normalmente fluem para o espaço. O resultado deste processo é conhecido como o aquecimento global.
Nem todo mundo estava de acordo com o evento da noite. Um grupo de jornalistas independentes e afiliadas com o Tea Party registrado si gritando que o plano de acção foi uma brincadeira e uma forma de dificultar e aumentar os impostos sobre os proprietários. (Foto por Tyler Orsburn)
Patrick Roche, planejador principal com o Contra Costa County Departamento de Conservação e Desenvolvimento de Comunidade, disse que sugestões da casa aberta influenciaria a forma como o município faz política ou alterações de código de zoneamento para peças sem personalidade jurídica do município.
O plano do condado de ação climática está sendo formulado por PMC, de Oakland. PMC é uma empresa de consultoria que oferece consultoria de planejamento ambiental e urbano para órgãos públicos. Eles estão trabalhando em conjunto com a comunidade para criar um documento em evolução, que será lançado em uma data posterior.
O plano de ação climática está sendo criada em resposta a Assembléia da Califórnia Bill 32, que passou o legislador estadual em 2006 e foi assinado pelo então governador Arnold Schwarzenegger. O projeto de lei fixou o prazo de 31 de dezembro de 2020, para o Estado para alcançar um limite de emissões de efeito estufa.
Roche disse que os planos de ação do clima não são necessárias na lei estadual e que o esforço de Contra Costa County é financiado por uma concessão federal. "Todas as jurisdições têm algum nível de responsabilidade de lidar com as ameaças potenciais do aquecimento global", disse ele.
Resultados de entrada da comunidade e da forma final do plano será publicado esta queda e disponível para análise e comentários do público, a Roche disse.
Após uma introdução pelo Supervisor John Gioia, moradores perambulavam o conselho da cidade de câmara e preenchido levantamentos ambientais colados nas paredes. Tópicos variou de eficiência energética para a saúde pública e manejo de resíduos sólidos. Consultores ficou por cada questionário e respondia as preocupações dos moradores.
Scott Davidson, gerente de projeto da PMC, disse que o que eles estão procurando durante a casa aberta é feedback sobre o que poderia motivar as pessoas a apoiar o plano de ação. "Nós estamos esperando para ter uma idéia de qual destas medidas parece fazer mais sentido para a comunidade e, mais importante, para entender o porquê", disse ele. "Nós estamos olhando para descobrir onde pode haver oportunidades de ter uma sobreposição de benefícios, se ele vai guardar o dinheiro município ou se vai melhorar a saúde. Vamos prestar mais atenção a essas medidas. "
Dr. Henry Clark, diretor da Coalizão Oeste de Tóxicos County, participou da casa aberta. Clark disse que acredita que a mudança climática é real e que a tentativa do município para retardá-lo é um bom esforço. Sua preocupação é justiça ambiental para as comunidades já recebe uma mão ruim. "Seja qual for o município vem com, eles precisam ter certeza de que não há aumento negativo sobre o impacto desproporcional muitas de nossas comunidades já experiência", disse ele sobre as áreas não registadas do concelho. "Caso contrário, o seu plano de ação climática não seria consistente com o espírito da lei ou consistente com qualquer espírito de justiça ambiental".
Christy Leffall, de Oakland, vendeu seu carro quando ela se mudou para a área da baía. Ela disse que está tentando reduzir os gases de efeito estufa por viver uma vida mais local. Ela frequentou a casa clima plano de ação aberto para saber se a comunidade tem a autoridade para pedir ao governo para fornecer informações sobre os níveis de emissões de refinarias locais, como a Chevron. "Pelo que eu posso ver na placa não é muito claro, então eu tenho mais perguntas que eu quero respondidas em torno disso", disse ela.
Um participante Richmond que não quis ser identificado disse que ele sentiu a mudança climática só vai piorar e só Deus pode corrigi-lo. "É muito longe", disse ele sobre os erros ambientais do passado. "Os políticos queriam controlar o universo e tudo o mais. Os Estados Unidos não têm nenhuma [ambiental] plano-políticos queriam as pessoas a pagar por tudo o que o Estados Unidos usaram. "
domingo, 19 de agosto de 2012
A PREVENÇÃO DE DESASTRES
19 de agosto de 2012 | 3h 07
OPINIÃO O Estado de S.Paulo
Com o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais lançado há dias pela presidente Dilma Rousseff, e que prevê investimentos de R$ 18,8 bilhões até 2014, o governo quer evitar ser surpreendido por novas catástrofes como a que provocou centenas de mortes e paralisou diversas cidades da região serrana fluminense no início do ano passado, e diante da qual as autoridades reagiram com grande incompetência.
As ações de socorro à população serrana do Rio foram marcadas por medidas improvisadas, que, prejudicadas por atos notórios de corrupção, demoraram para produzir resultado. O objetivo do plano é dar ao poder público melhores condições para alertar sobre a iminência de fenômenos meteorológicos e, quando eles causarem danos, permitir que as autoridades ajam com mais rapidez e eficiência no socorro às vítimas e no restabelecimento de atividades essenciais.
A presidente reconheceu que é "obrigação" do governo a adoção de medidas como essas. Mais do que obrigação, é urgente a instituição de um programa nacional com essas características, para reduzir os riscos de mortes e perdas materiais por desastres naturais. Como lembrou o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Nobre, investimentos em prevenção podem reduzir em até 90% o número de mortes e diminuir em cerca de 35% os danos causados por desastres naturais.
O plano foi estruturado em torno de quatro eixos, mas a destinação de boa parte dos R$ 18,8 bilhões previstos já era conhecida, pois muitas ações integram programas anteriores. O eixo de prevenção, que receberá a maior parcela de recursos (R$ 15,6 bilhões), por exemplo, é constituído, em boa parte, por investimentos do PAC, como os destinados à redução de riscos em áreas urbanas, drenagem urbana e sistemas de captação, armazenamento e distribuição de água.
O segundo eixo é o de mapeamento das áreas de risco de deslizamentos e enxurradas em 821 municípios e do risco hidrológico nos Estados. Nos municípios em que forem identificadas áreas de risco, serão elaborados planos de intervenção com a identificação das vulnerabilidades das habitações e da infraestrutura.
Com o terceiro eixo, o de monitoramento e alerta, o governo pretende fortalecer os sistemas de prevenção e socorro existentes - como o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), em Brasília, e o Centro Nacional de Monitoramento de Alertas e Desastres Naturais (Cemaden), em Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo - e coordenar suas operações. A informação é estratégica no combate aos desastres, lembrou Dilma, recordando que, no ano passado, o vice-governador do Rio, Pezão, só pôde relatar-lhe a situação dramática na região serrana fluminense utilizando o telefone de uma padaria, o único que funcionava na área. "Teremos de ter estruturas de comunicação móveis."
Por fim, o governo quer criar condições para que as ações de resposta aos desastres seja a mais pronta e eficaz, por meio da criação da Força Nacional de Emergência, que, além de um efetivo de mil homens, disporá de estoques de medicamentos, materiais de primeiros socorros e seis módulos de hospital de campanha em condições de atender a três desastres simultâneos.
São iniciativas bem-vindas, mas sua efetiva aplicação em casos de emergência exigirá do poder público capacidade operacional e eficiência na utilização dos recursos disponíveis que poucas vezes ele tem demonstrado possuir. É preciso também que, dispondo das informações sobre os riscos de desastres em determinadas áreas, as autoridades locais sejam capazes de tomar as providências para evitar sua ocupação desordenada e, nos casos necessários, remover as pessoas ali instaladas. Desnecessário observar que desvios de recursos destinados a programas de prevenção de desastres naturais e de socorro às vítimas, como os constatados em municípios fluminenses em 2011, devem ser severamente combatidos.
OPINIÃO O Estado de S.Paulo
Com o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais lançado há dias pela presidente Dilma Rousseff, e que prevê investimentos de R$ 18,8 bilhões até 2014, o governo quer evitar ser surpreendido por novas catástrofes como a que provocou centenas de mortes e paralisou diversas cidades da região serrana fluminense no início do ano passado, e diante da qual as autoridades reagiram com grande incompetência.
As ações de socorro à população serrana do Rio foram marcadas por medidas improvisadas, que, prejudicadas por atos notórios de corrupção, demoraram para produzir resultado. O objetivo do plano é dar ao poder público melhores condições para alertar sobre a iminência de fenômenos meteorológicos e, quando eles causarem danos, permitir que as autoridades ajam com mais rapidez e eficiência no socorro às vítimas e no restabelecimento de atividades essenciais.
A presidente reconheceu que é "obrigação" do governo a adoção de medidas como essas. Mais do que obrigação, é urgente a instituição de um programa nacional com essas características, para reduzir os riscos de mortes e perdas materiais por desastres naturais. Como lembrou o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Nobre, investimentos em prevenção podem reduzir em até 90% o número de mortes e diminuir em cerca de 35% os danos causados por desastres naturais.
O plano foi estruturado em torno de quatro eixos, mas a destinação de boa parte dos R$ 18,8 bilhões previstos já era conhecida, pois muitas ações integram programas anteriores. O eixo de prevenção, que receberá a maior parcela de recursos (R$ 15,6 bilhões), por exemplo, é constituído, em boa parte, por investimentos do PAC, como os destinados à redução de riscos em áreas urbanas, drenagem urbana e sistemas de captação, armazenamento e distribuição de água.
O segundo eixo é o de mapeamento das áreas de risco de deslizamentos e enxurradas em 821 municípios e do risco hidrológico nos Estados. Nos municípios em que forem identificadas áreas de risco, serão elaborados planos de intervenção com a identificação das vulnerabilidades das habitações e da infraestrutura.
Com o terceiro eixo, o de monitoramento e alerta, o governo pretende fortalecer os sistemas de prevenção e socorro existentes - como o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), em Brasília, e o Centro Nacional de Monitoramento de Alertas e Desastres Naturais (Cemaden), em Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo - e coordenar suas operações. A informação é estratégica no combate aos desastres, lembrou Dilma, recordando que, no ano passado, o vice-governador do Rio, Pezão, só pôde relatar-lhe a situação dramática na região serrana fluminense utilizando o telefone de uma padaria, o único que funcionava na área. "Teremos de ter estruturas de comunicação móveis."
Por fim, o governo quer criar condições para que as ações de resposta aos desastres seja a mais pronta e eficaz, por meio da criação da Força Nacional de Emergência, que, além de um efetivo de mil homens, disporá de estoques de medicamentos, materiais de primeiros socorros e seis módulos de hospital de campanha em condições de atender a três desastres simultâneos.
São iniciativas bem-vindas, mas sua efetiva aplicação em casos de emergência exigirá do poder público capacidade operacional e eficiência na utilização dos recursos disponíveis que poucas vezes ele tem demonstrado possuir. É preciso também que, dispondo das informações sobre os riscos de desastres em determinadas áreas, as autoridades locais sejam capazes de tomar as providências para evitar sua ocupação desordenada e, nos casos necessários, remover as pessoas ali instaladas. Desnecessário observar que desvios de recursos destinados a programas de prevenção de desastres naturais e de socorro às vítimas, como os constatados em municípios fluminenses em 2011, devem ser severamente combatidos.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
DIA DOS BOMBEIROS
Saudamos
a todos os Oficiais e Praças Bombeiros da Brigada Militar e de todo o Brasil que atuam como gestores e operadores atuando com bravura, a dedicação, a abnegação e o
compromisso na defesa da sociedade. São homens e mulheres determinados que escolhem os
bombeiros como profissão e modo de vida para prevenir e combater sinistros, calamidades e outros infortúnios da vida em convivência em sociedade,
O
Corpo de Bombeiros é muito importante para a sociedade já que
ela depende muito destes heróis do fogo e escudeiros da defesa civil capacitados para prevenir e preparados para enfrentar os riscos da
profissão e salvar vidas também nas emergências, nas praias, nos
estádios de futebol, nos grandes eventos e em situações onde pessoas e
animais estejam em perigo.
A data é significativa, pois lembra a criação do Corpo Provisório de Bombeiros da Corte em 02/07/1856, a primeira unidade de bombeiros do Brasil.
A data é significativa, pois lembra a criação do Corpo Provisório de Bombeiros da Corte em 02/07/1856, a primeira unidade de bombeiros do Brasil.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
SECA NO RS, QUEM SÃO OS CULPADOS?
JORNAL DO COMÉRCIO, 13/06/2012
Isnar Ruas, jornalista
Eu me lembro bem que há 60 anos, em 1952, a então Superintendência do Desenvolvimento Econômico da Fronteira Sudoeste do País, que tinha a sigla de Sudesul, contratou técnicos especializados judeus para o desenvolvimento de um projeto destinado a sanar o problema de uma vez por todas, com a construção de barragens e de poços artesianos em pontos estratégicos da fronteira sudoeste. O projeto foi elaborado, após muitas viagens de um lado para outro. Os técnicos de Israel receberam o que lhes era devido, mas antes do início das obras no território gaúcho aconteceu um desastre: o Ministério do Interior, a que a Sudesul era subordinada, foi extinto. Depois de certo tempo, a Sudesul teve igual destino.
O projeto foi guardado em uma velha casa na Cidade Baixa, que sofreu um alagamento e deixou de existir. Nenhuma providência foi tomada. Em consequência, aumentou o problema na Fronteira, se formaram extensos desertos, no município de Alegrete, por exemplo, e em outros, com falta d´água inclusive para a população.
Então se pergunta: quem são os culpados? Evidentemente que nenhuma culpa cabe à Sudesul, autora de excelentes trabalhos em toda a região, como previu o seu idealizador, deputado federal Rui Ramos, de saudosa memória que faleceu juntamente com sua esposa em desastre de avião, nem tampouco aos idealizadores do acordo com técnicos de Israel. Mas então culpar a quem? Quando se extingue um organismo como foi o caso da Sudesul, sem o menor cuidado, o que se pode esperar? Os prefeitos da Confederação Nacional de Municípios (CNM) poderiam fazer uma marcha a Brasília, para reivindicar a construção de poços artesianos, antes que o problema assuma proporções de difícil solução.
sábado, 9 de junho de 2012
DESCOMPROMISSO COM O AMBIENTE
EDITORIAL ZERO HORA 09/06/2012
É preocupante a conclusão do relatório Panorama Ambiental Global, o GEO-5, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), de que apenas quatro de 90 metas ambientais importantes definidas nos últimos 40 anos registraram avanços significativos. Traduzindo a ideia para uma linguagem mais acessível aos brasileiros, as metas ambientais estariam divididas entre as que “pegam” e as que “não pegam”. Segundo o Pnuma, houve importante avanço na erradicação do uso de substâncias nocivas à camada de ozônio, na eliminação do uso de chumbo em combustíveis, na ampliação do acesso a fontes de água potável e no aumento das pesquisas sobre a poluição dos mares.
Entre os outros 86 objetivos analisados pelo órgão, 40 registraram poucos avanços e 24 praticamente não apresentaram progressos. Finalmente, 14 não puderam ser avaliados em razão de falta de informações. Entre os terrenos em que as melhorias estão estacionadas, estão o combate às mudanças climáticas e a preservação dos estoques pesqueiros. A proteção de recifes de corais registrou retrocesso – a redução dessas formações desde 1980 foi de 38%.
Trata-se de um balanço modesto se for considerado o peso que a questão ambiental adquiriu nas agendas políticas mundial e nacionais nos últimos 40 anos e o próprio fato de que as organizações não governamentais, das quais uma fatia não desprezível se dedica a causas ecológicas, já foram definidas como “a segunda superpotência global”. Está certo o diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, em identificar nas conclusões do relatório “uma mensagem direta para os líderes que vão se reunir na Rio+20”.
Por mais pessimista que seja o cenário atual, há bons motivos para se acreditar que a conferência a ser realizada no Rio entre os próximos dias 20 e 22 seja capaz de produzir resultados mais alvissareiros do que os de sua homóloga, em 1992. O advento da sociedade em rede possibilitou a disseminação de informações sobre a questão ambiental, as empresas estão definitivamente integradas ao debate sobre o tema e governos e organismos multilaterais têm iniciativas concretas para discutir o assunto. Isso ficou patente quando o Banco Mundial conseguiu este ano, pela primeira vez, reunir ministros de Economia do mundo inteiro para abordar o desenvolvimento sustentável.
O recente debate sobre as mudanças no Código Florestal mostrou que o povo brasileiro está mais preocupado do que nunca com as questões referentes a preservação ambiental, uso sustentável de recursos naturais e impacto do desequilíbrio ecológico na qualidade da vida humana e de outras espécies. Será difícil retroceder desse patamar de conscientização, que começa a se estabelecer desde os bancos escolares. Segundo recente pesquisa do Ministério do Meio Ambiente, aproximadamente 13% dos brasileiros dizem ter preocupação com o ambiente, mais do que o dobro dos 6% registrados há seis anos. Está na hora de os mandatários brasileiros refletirem sobre as implicações dessa nova atitude e passarem a agir em consonância com esse novo movimento.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
PASSOS DE TARTARUGA CONTRA A SECA NO RS
Solução distante- ZERO HORA, 08/06/2012 | 06h19
Obras contra a seca avançam a passos de tartaruga no Estado
Dos mais de R$2 bilhões necessários para combater os efeitos da estiagem, apenas 13,6% foram investidos até agora - Marielise Ferreira.
Os períodos de seca com grandes perdas são previsíveis, mas, mesmo assim, as obras necessárias para acabar com a falta de água no Estado, andam vagarosamente. De 2011 até agora, apenas 13,5% do total necessário (mais de R$ 2 bilhões) para acabar com a falta de água foi gasto com obras emergenciais, enquanto 143 municípios estão em situação de emergência e oito enfrentam racionamentos de água no meio urbano.
Registros do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais apontam ocorrências do fenômeno La Niña desde 1890. Períodos de grandes secas são cíclicos no Estado e deixam perdas na agricultura e no abastecimento humano. Apesar disso, a prevenção sempre é preterida e as obras acontecem de forma emergencial, quando as perdas já são irreparáveis.
— O Estado tem que buscar formas de armazenar água e de melhorar a sua qualidade. Temos 5,4 milhões de hectares em áreas plantadas no Estado e menos de 100 mil delas tem irrigação, o que mostra que há um longo caminho pela frente — avalia o diretor do Departamento de Recursos Hídricos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Marco Mendonça.
O Estado carece de informações sobre a atual situação do uso da água. Estudos feitos pela Emater em 2007 mostram a existência de 33 mil açudes, mas apenas 10% destes foi outorgado pela Secretaria. Com 450 mil propriedades rurais no Estado, apenas 4 mil poços foram outorgados nos últimos três anos, mas o mesmo número de pedidos está numa lista de espera. Depois de ficar sem geólogos para analisar os processos durante todo ano de 2010, a Secretaria ainda trabalha para colocar o trabalho em dia. Os pedidos para abastecimento público tem prioridade e são colocados à frente, mas mais de 60% dos processos acabam sendo devolvidos por erros na documentação.
Em vídeo, veja efeitos da seca no Estado:
Em vídeo, veja efeitos da seca no Estado:
Os estudos das bacias hidrográficas do Estado, que poderiam dimensionar quanta água existe em cada região frente ao número de usuários, também é um processo lento e que depende das instituições ligadas a cada região. Das 25 bacias existentes no Estado, apenas sete estão em fase de conclusão dos estudos. Outras seis tem o trabalho em andamento, e 12 sequer iniciaram os estudos que poderiam apontar as formas de lutar contra a seca, e as necessidades de cada região. Conforme Mendonça, é unanimidade em todos os comitês de bacia hidrográfica a necessidade de armazenar água para períodos de estiagem.
— Leva de um ano e meio a dois anos para fazer cada estudo, ao custo de R$ 1,5 milhão para cada bacia. Vamos passar por muitas secas antes que o trabalho esteja pronto — salienta.
Ao olho da lei, cabe a cada município elaborar uma política de abastecimento para que não falte água para ninguém. Conforme o promotor Maurício Sanchotene de Aguiar, da promotoria ambiental, União e Estado podem contribuir com obras e recursos, mas a titularidade é do município e da companhia com quem ele tem contrato. Isto não impediu que Erechim, no norte do Estado, vivesse, pela terceira vez em 10 anos, outro longo período de racionamento. Nem que Bagé, no sul do Estado, sofresse com a falta de água nas torneiras.
Sete municípios do Estado enfrentam racionamento de água no perímetro urbano e um oitavo está em estado de alerta e teve o racionamento suspenso até dia 12. Mas as obras para o enfrentamento da seca acabaram sendo emergenciais. Vacaria e Passo Fundo tiveram obras de transposição de rios iniciadas há 15 dias e que aguardam a entrada em operação para reduzir o sofrimento da falta de água.
— Esta seca é excepcional, não se verificavam níveis tão baixos há mais de 60 anos, então não é parâmetro — avalia o diretor de operações da Corsan, Ricardo Rover Machado.
Para enfrentar a seca deste ano, já prevista, a companhia fez uma campanha de controle de perdas e conserto de redes para evitar vazamento. Foram R$ 7 milhões investidos em obras emergenciais para garantir o mínimo de efeito da seca. Outros R$ 930 milhões serão gastos na ampliação de capacidade de barragens até 2015 e o dobro deste valor será aplicado em esgotamento sanitário. Com este investimento, a companhia acredita que poderá manter as torneiras com água por, pelo menos, 30 anos.
O estado das áreas afetadas:
Municípios em situação de emergência — 143
Moradores atingidos pela seca no Estado — 750 mil
Moradores atingidos pelo racionamento — 285 mil
Assinar:
Postagens (Atom)