Este Blog retratará o descaso com a Defesa Civil no Brasil; a falta de políticas específicas; o sucateamento dos Corpos de Bombeiros; os salários baixos; a legislação ambiental benevolente; a negligência na fiscalização; os desvios de donativos e recursos; os saques; a corrupção; a improbidade; o crime organizado e a inoperância dos instrumentos de prevenção, controle e contenção. Resta o sofrimento das comunidades atingidas, a solidariedade consciente e o heroísmo daqueles que arriscam a vida e suportam salários miseráveis e péssimas condições de trabalho no enfrentamento das calamidades e sinistros que assolam o povo brasileiro.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

UMA MESA BARRAVA A SAÍDA

ZERO HORA

Eduardo de Oliveira conta como sobreviveu ao incêndio na casa noturna Kiss, em Santa Maria

FONTE: http://videos.clicrbs.com.br/rs/zerohora/video/zero-hora/2013/01/uma-mesa-barrava-saida-conta-sobrevivente/11175/


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PARA PRODUZIR UM EFEITO

ZERO HORA 28/01/2013 | 06h14

ENTREVISTA: "Foi na hora do gaitaço, para produzir um efeito", conta guitarrista sobre início de incêndio em boate. Por telefone, Rodrigo Martins comentou a tragédia e a morte do amigo Danilo Jaques, 28 anos, gaiteiro oficial da banda


Rodrigo Martins (de camiseta branca) com integrantes da banda em uma festa
Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Guitarrista do grupo Gurizada Fandangueira, Rodrigo Martins, 32 anos, ferido no incêndio, refugiou-se em casa, em Rosário do Sul, e foi o único integrante da banda a conceder entrevista. O grupo passava por uma fase de reconhecimento do público e lançava o CD O Som Que o Povo Gosta.

Zero Hora — O que ocorreu na boate?

Rodrigo Martins — A gente começou a tocar. Na quinta música, usamos o sputnik (sinalizador). Na metade da música seguinte, eu vi que começou a pingar e, quando olhei para o teto, tinha uma chama na espuma. Pareciam umas aranhazinhas se mexendo.

ZH — Quem acionou o sinalizador?

Martins — Foi o auxiliar de palco, com um controle remoto. Foi na hora do gaitaço, para produzir um efeito. O sputnik fica no chão e produz uma chama de mais ou menos 1m70cm. Nunca houve problema.

ZH — Vocês já haviam usado o equipamento antes?

Martins — Sim, a gente sempre usava. Até em lugares menores.

ZH — O que aconteceu depois que você viu a chama?

Martins — Os guris jogaram água, mas não adiantou. Depois, um segurança tentou apagar com um extintor, mas o extintor não funcionou. Aí, a gente saiu.

ZH — Vocês conseguiram sair logo?

Martins — Foi um pesadelo. A fumaça logo se espalhou. O pessoal que estava na frente, as gurias, nossas fãs, se salvaram, porque saíram logo. Mas eu cheguei a ser atropelado e inalei fumaça. Caí, pisaram no meu pescoço, nos braços. Vi gente agonizando.

ZH — Vocês ajudaram a salvar alguém?

Martins — Sim, tiramos muita gente. Fizemos o que foi possível.

ZH — E o integrante da banda que acabou morrendo? O que aconteceu?

Martins — Eu não vi, mas disseram que ele conseguiu sair e depois voltou para pegar a gaita. Não voltou mais.

ZH — Vocês se sentem culpados por terem usado o sinalizador?

Martins — Sou empregado da banda e nunca gostei muito disso, porque a fumaça me incomoda. Mas não acredito que o sinalizador foi a causa da tragédia. Acho que foi um curto-circuito ou algo assim. Querem culpar a banda. Mas nem o extintor funcionou. A boate não estava em condições.

ZH — Você pretende voltar a tocar?

Martins — Acredito que não. Vou viver com a minha família.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, mais de 200 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. Sobreviventes dizem que seguranças pediram comanda para liberar a saída, e portas teriam sido bloqueadas por alguns minutos por funcionários.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considera a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos útimos 50 anos no Brasil.

domingo, 27 de janeiro de 2013

ACIDENTE NA BOATE KISS É O 2º MAIOR INCÊNDIO DO BRASIL

FOLHA.COM 27/01/2013 - 12h14

Acidente em boate é 2º maior incêndio do Brasil; veja outros casos


DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Atualizado às 14h28.

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), que deixou pelo menos 231 mortos na madrugada deste domingo foi o segundo incêndio mais mortal e a sexta maior tragédia da história do Brasil.

O maior incêndio brasileiro aconteceu no Gran Circo Americano, em 17 de dezembro de 1961, que deixou 503 mortos em Niterói (RJ). A tragédia foi provocada por um funcionário demitido que colocou fogo na lona do circo.

Outras milhares de pessoas ficaram feridas por queimaduras de segundo e terceiro graus ou pisoteadas na correria após o incidente. A maioria das vítimas foram crianças.

O número de vítimas até o momento já é maior que o incêndio no edifício Joelma, em 1974, que deixou 188 mortos e foi o maior incêndio do Estado de São Paulo e agora o terceiro maior do Brasil.

TRAGÉDIAS

A tragédia em Santa Maria foi a quinta maior do Brasil, se considerados também os acidentes aéreos e os desastres naturais. O maior número de mortos em apenas um único fato no Brasil foi em janeiro de 2011, quando mais de 900 pessoas morreram em chuvas na Região Serrana do Rio.

Tempestades também foram a causa do outros cinco primeiros colocados. Mais de 500 pessoas morreram na região metropolitana do Rio, no fim de 1966 e no início de 1967, e 465 foram vítimas de uma série de chuvas em Caraguatatuba (litoral norte de SP), em março do mesmo ano.

Há dois anos, 256 pessoas morreram após as chuvas de 6 de abril no Rio e em Niterói, em especial no deslizamento do morro do Bumba, um antigo lixão na zona norte niteroiense.

O incêndio na boate Kiss ainda supera os três maiores desastres aéreos brasileiros --o acidente com o voo 447 da Air France em 2009 (228 mortos), o voo JJ3054 da TAM em Congonhas (199) e a colisão do voo 1907 da Gol em Mato Grosso (154).

BOATE "MEGALOTADA"

DJ Bolinha, da boate Kiss, posta foto antes do incêndio na madrugada deste domingo em Santa Maria (RS)

FOLHA.COM 27/01/2013 - 14h40

DJ posta foto de boate "megalotada" antes do incêndio


O DJ Bolinha, uma das atrações da boate Kiss, postou uma foto no Facebook pouco antes do incêndio na madrugada deste domingo (27). A imagem da rede social mostra casa lotada e efeitos pirotécnicos no palco, o que teria causado a tragédia.

Além de Bolinha, a festa contou com shows da banda Pimenta e seus Comparsas e do grupo Gurizada Fandangueira. A festa "Agromerados" ocorria desde às 23h do sábado (26) e foi organizada por estudantes dos cursos de agronomia, medicina veterinária, zootecnia, técnico em agro negocio, técnico em alimentos e pedagogia da UFMS (Universidade Federal de Santa Maria). A classificação etária do evento era de 18 anos.

O incêndio na boate de Santa Maria (RS), que deixou pelo menos 231 mortos na madrugada deste domingo foi o segundo incêndio mais mortal e a sexta maior tragédia da história do Brasil.

PESSOAS SENDO PISOTEADAS

FOLHA.COM 27/01/2013 - 10h10

"Vi pessoas serem pisoteadas tentando sair", diz vítima de incêndio



ADRIANA FARIAS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
SIDNEY GONÇALVES DO CARMO
DE SÃO PAULO

Atualizado às 14h25.

A auxiliar de escritório Michele Pereira, 34, é uma das pessoas que conseguiu escapar do incêndio que atingiu na madrugada a boate Kiss, no centro de Santa Maria (307 km de Porto Alegre), deixou ao menos 231 mortos e 117 hospitalizados, segundo revisão de números feita pela Brigada Militar.

No momento do incêndio Pereira estava em frente ao palco onde um grupo fazia um show. "A banda que estava no palco começou a usar sinalizadores e, de repente, pararam o show e apontaram [o sinalizador] para cima. Aí o teto começou a pegar fogo, estava bem fraquinho, mas em questão de segundos começou a se alastrar", contou.

A auxiliar estava próxima da porta da saída, por isso conseguiu escapar. "Foi minha sorte estar perto da saída e era a única que tinha pelo que eu vi porque todo mundo estava saindo por ela ou pela porta de entrada", contou. No corre-corre, Michele caiu e machucou o joelho. "Vi muita gente sendo pisoteada no desespero para sair de lá eu acabei cortando o joelho", disse.

Na saída, o cenário visto por Pereira foi desolador. "Foi terrível, cena de filme de horror! Corpos caídos pelo chão, muita gente desmaiada, chorando, tentando respirar porque a fumaça era muita", contou.

Pereira estava com a estudante de radiologia Leandra Toniolo, 23, quando a amiga avisou que iria ao banheiro, deixando todos os documentos na bolsa da auxiliar. O incêndio começou quando Toniolo ainda estava no banheiro. A família ainda busca por notícias da estudante.

"Assim que o incêndio começou ela ainda estava no banheiro, que ficava próxima a entrada. Eu estava no lado oposto, perto do palco e próximo da porta de saída. Eu teria que cruzar a pista inteira para tentar encontrá-la e no tumulto era impossível", contou.


Reprodução/Facebook

Michele Pereira, 34, é uma das pessoas que conseguiu escapar do incêndio


INCÊNDIO

O tenente-coronel Moisés da Silva Fuchs afirmou que o número de mortos pode ser ainda maior, já que ainda há pessoas desaparecidas e espalhadas por diversos hospitais. Ainda não foi divulgada a relação de nomes das vítimas. De acordo com Fuchs, o alvará do estabelecimento estava vencido desde agosto de 2012.

Ele disse ainda que o transporte dos corpos para o Centro Desportivo Municipal (Farrezão) é realizado por um caminhão da Brigada Militar, devido ao elevado número de mortos. "O número de mortos pode chegar a 150, já que a equipe do Corpo de Bombeiros ainda não chegou até o fundo da boate", disse Fuchs.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, Adelar Vargas, o fogo teria começado na espuma de isolamento acústico, no teto. Um dos integrantes da banda, que se apresentava no local, teria acendido um sinalizador, que atingiu o teto e o fogo se espalhou rapidamente, de acordo com Vargas.

No local, havia apenas uma saída de emergência. Os bombeiros tiveram que abrir um buraco na parede da boate para facilitar o acesso e a retirada das pessoas do local.

A boate tem capacidade para cerca de 2.000 pessoas, e fica na rua dos Andradas, na altura do número 1.925. Os feridos foram levados aos hospitais Universitário, da Guarnição de Santa Maria, de Caridade, da Casa de Saúde, do São Francisco e UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) na própria região. O Corpo de Bombeiro pede que os parentes das vítimas busquem informações diretamente nos hospitais.

O assessor do Hospital Caridade, que fica na região central da cidade, Claudemir Pereira, disse que pelo menos 30 pessoas estão no hospital com ferimentos leves a graves. Os corpos foram levados para o Centro Desportivo Municipal (Farrezão), porque o IML (Instituto Médico Legal) não tem capacidade para abrigá-los.

Segundo informação preliminar da prefeitura, há registro de quatro mortes na UPA e outras quatro no Hospital da Guarnição de Santa Maria. A prefeitura está recrutando voluntários para ajudar no atendimento aos feridos, principalmente, enfermeiros e de médicos.

O fogo foi controlado por volta das 5h30, mas por volta das 7h os bombeiros ainda permaneciam no local fazendo o trabalho de rescaldo. O prédio ficou destruído e corre risco de desabamento, de acordo com os bombeiros.

As causas do incêndio serão investigadas.

FAMÍLIA IDENTIFICA CORPO DE JOVEM ESTUDANTE

FOLHA.COM 27/01/2013 - 15h04

Família identifica corpo de estudante de radiologia de 23 anos


ADRIANA FARIAS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A estudante de radiologia Leandra Toniolo, 23, que estava entre os desaparecidos no incêndio que atingiu a boate Kiss, no centro de Santa Maria (307 km de Porto Alegre), foi encontrada morta pelos familiares. O incêndio deixou aomenos 231 mortos e 117 hospitalizados, segundo revisão de números feita pela Brigada Militar. O local tinha capacidade para 2.000 pessoas.

O corpo de Toniolo estava no caminhão usado pela Brigada Militar para levar a grande quantidade de corpos ao Centro Desportivo Municipal (Farrezão). "A família está desolada, a Michele [amiga que sobreviveu e contou que Toniolo estava no banheiro no momento do incêndio] está em estado de choque, disse a estudante Clarissa Weiss Pereira, 33, prima de Michele Pereira, 34.

Arquivo Pessoal

Corpo de Leandra Toniolo, 23, foi encontrado em caminhão da Brigada Militar


A auxiliar de escritório Michele Pereira, 34, é uma das pessoas que conseguiu escapar do incêndio que atingiu na madrugada a boate Kiss, no centro de Santa Maria (307 km de Porto Alegre), e deixou ao menos cem mortos e 200 feridos, segundo informações preliminares do Exército.

No momento do incêndio Pereira estava em frente ao palco onde um grupo fazia um show. "A banda que estava no palco começou a usar sinalizadores e, de repente, pararam o show e apontaram [o sinalizador] para cima. Aí o teto começou a pegar fogo, estava bem fraquinho, mas em questão de segundos começou a se alastrar", contou.

A auxiliar estava próxima da porta da saída, por isso conseguiu escapar. "Foi minha sorte estar perto da saída e era a única que tinha pelo que eu vi porque todo mundo estava saindo por ela ou pela porta de entrada", contou. No corre-corre, Michele caiu e machucou o joelho. "Vi muita gente sendo pisoteada no desespero para sair de lá eu acabei cortando o joelho", disse.

Na saída, o cenário visto por Pereira foi desolador. "Foi terrível, cena de filme de horror! Corpos caídos pelo chão, muita gente desmaiada, chorando, tentando respirar porque a fumaça era muita", contou.

Pereira estava com a estudante de radiologia Leandra Toniolo, 23, quando a amiga avisou que iria ao banheiro, deixando todos os documentos na bolsa da auxiliar. O incêndio começou quando Toniolo ainda estava no banheiro.

"Assim que o incêndio começou ela ainda estava no banheiro, que ficava próxima a entrada. Eu estava no lado oposto, perto do palco e próximo da porta de saída. Eu teria que cruzar a pista inteira para tentar encontrá-la e no tumulto era impossível", contou.

ESTOU EM ESTADO DE CHOQUE


Jovens que estavam na boate relatam como foi o incêndio em Santa Maria. ‘Estou em estado de choque’, disse uma menina à Globo News


O GLOBO
Atualizado:27/01/13 - 12h25



RIO — Os sobreviventes do incêndio em uma boate de Santa Maria (RS), que deixou mais de 200 mortos, deram depoimentos sobre a tragédia ao “Diário de Santa Maria” e o canal a cabo “Globo News”. Veja os relatos:

Segurança da boate, Rodrigo Moura, de 20 anos, estava no palco no momento em que o sinalizador foi disparado. Ele conta que pegou um instintor de incêndio para conter as chamas, mas instrumento não funcionou. Segundo ele a boate estava com lotação máxima, que seria entre mil e duas mil pessoas.

Uma jovem que não quis se identificar contou que após o disparo de um fogo de artifício houve um clarão muito grande seguido de uma fumaça preta. As pessoas começaram a se desesperar e, na tentativa de fugir, algumas caíram no chão e foram pisoteadas. Ela conta que só conseguiu se salvar porque estava próxima da única porta do prédio.

Ezequiel Corte Real, 23 anos, estava na boate quando o incêndio começou. Ele conta que ajudou muitos a saírem, mas admite que foi muito difícil se salvar. “Eu só consegui sair porque sou muito forte”, disse ao “Diário de Santa Maria”.

O bancário Alberto Tessmez, de 35 anos, estava dando voltas de carro pela cidade com amigos quando percebeu a movimentação em frente a boate Kiss, na Rua dos Andradas. Ele contou que ajudou pelo menos 50 pessoas a sair da boate. Segundo ele, a fumaça era muito densa, o que dificultou na retirada das pessoas.

A estudante Taynne Vendrúsculo contou para a “Globo News” que só conseguiu sair da boate porque estava perto da porta de saída. Ela conta que as pessoas que estavam perto do palco não conseguiram deixar a casa noturna. “Um amigo viu o fogo. Saímos rápido, dentro de dois minutos após o incêndio Foi muito rápido para o fogo se alastrar. Saímos e fomos para o estacionamento de um supermercado, que fica em frente. Temíamos alguma explosão” contou a menina à emissora, que disse ainda que estava em estado de choque. “Não consigo saber notícias de três amigos, se eles estão bem ou não. Foi tudo rápido”.

Luana Santos Silva, 23 anos, contou para a “Globo News” que o fogo se alastrou muito rapidamente: “Olhamos para o teto e estava começando o fogo. Foi um amigo nosso que nos mostrou. Então, nós começamos a sair, mas não dei muita bola no início. Minha irmã que me puxou. Saí arrastada pelo chão. E foi só atravessar a rua que começou a sair muita fumaça e aí começou a sair o pessoal desesperado, gente machucada”.


Tragédia no RS é noticiada pela imprensa internacional. Incêndio em boate deixou ao menos 245 mortos

O GLOBO
Atualizado:27/01/13 - 11h57




“El Pais” traz incêndio na manchete do site Reprodução da internet


RIO - O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), que deixou ao menos 245 mortos recebe destaque nas edições digitais de grandes jornais internacionais na manhã deste domingo. O espanhol “El Pais” traz na manchete de seu site “Dezenas de mortos em incêndio em uma discoteca no sul do Brasil”.

O jornal diz que há semelhança entre a dificuldade dos jovens saírem da boate do RS e a tragédia no estádio Madrid Arena, no fim do ano passado, quando três jovens que festejavam o Halloween na capital espanhola, morreram pisoteados.

A rede britânica BBC informa comobreaking news que “Dezenas morrem em incêndio no sul do Brasil”. O tablóide britânico “Daily Mirror” fala em “inferno” e “cenas de horror” ao destacar que o fogo na boate Kiss começou com show pirotécnico de uma banda. O jornal traz relatos de vítimas sobre os momentos de horror inalando fumaça ao tentar sair do local. O incêndio provocou pânico e muitas pessoas não conseguiram ter acesso à saída de emergência.

Já o jornal francês “Le Monde” também dá destaque à tragédia com “Brasil: incêndio mortífero em boate”, em que relata que a maior parte das pessoas morreu asfixiada. No “El Mundo”, o destaque é para o número de pessoas que estavam no local na hora da tragédia, cerca de 2000.